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Onde esto os Engenheiros?

 

21/06/2011 - O atual ciclo de crescimento econômico trouxe forte redução nas taxas de desemprego e aumento de renda. Isso é altamente positivo, reforçando o consumo interno e gerando um ciclo virtuoso para o nosso país. Como efeito colateral, entretanto, ficou evidente a carência estrutural de profissionais técnicos, particulamente engenheiros, para garantir sustentabilidade a esse processo.

 

A demanda atual por engenheiros no Brasil é de cerca de 70 000 novos profissionais anualmente, mas nossas universidades formam somente 38 000. Para aqueles que optaram pela engenharia e estão tecnicamente atualizados, isso representa um cenário de crescentes oportunidades de trabalho e remuneração em ascensão.Atualmente, as empresas buscam alternativas que não seriam cogitadas há poucos anos. Um exemplo disso é a própria Novelis.

 

Estamos recontratando profissionais aposentados

 

Em 2010, anunciamos investimentos de 500 milhões de reais em nossa unidade de laminados de alumínio em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. No auge da obra, teremos 1 200 pessoas dedicadas a essa expansão. Contudo, não foi fácil contratar engenheiros para liderar o projeto.

 

Por isso, decidimos recontratar antigos colaboradores, já aposentados, que executaram projetos similares no passado. No total, são 16 profissionais, todos com mais de 60 anos. Esse grupo também está nos ajudando a formar novos quadros. Somente em 2010, contratamos 25 engenheiros recém-formados, sendo treinados on the job, para se tornarem nossos futuros líderes.

 

Estruturalmente, o país precisa acelerar a formação de engenheiros e outros profissionais da área de ciências exatas, em quantidade e qualidade. Sem eles, o Brasil não sustentará o ritmo de crescimento nem terá uma indústria moderna, com domínio e produção de tecnologia de ponta. Investir na geração de conhecimento, desde o ciclo fundamental, ou melhor, desde a qualificação dos professores, é o caminho que devemos percorrer. O crescimento, do ponto de vista de disponibilidade de mão de obra qualificada, trouxe um desafio para o país. Como dizemos na Novelis, este é um bom problema. 

 

Formação profissional: Moda

Fonte: O Estado de São Paulo 

 

21/06/2011 - Estímulo à criação e desenvolvimento de visão empresarial são marcas do curso.

 

Jennifer Gonzales - O Estado de S. Paulo

 

Se a proposta do curso de Moda é desenvolver o talento criativo do aluno para a criação de coleções, o lado dos negócios é igualmente importante em sua formação, afirma a coordenadora do curso de graduação de Moda da Faculdade Santa Marcelina, Raquel Valente. “O mercado é cada vez mais profissional e, em consequência, os alunos precisam de uma visão abrangente do mercado”, argumenta. “Trabalho há 30 anos com moda e sei que uma década atrás, por exemplo, os estudantes tinham certo desprezo por assuntos como gestão e marketing. Hoje, eles já têm a preocupação de ser empreendedores.”

 

Segundo a coordenadora, do total de formados do curso aproximadamente 30% abrem negócios próprios, 40% trabalham para empresas e o restante dá aulas e presta consultoria. “Cerca de 50% dos professores da faculdade são ex-alunos.”

 

Nascido inicialmente como um desdobramento do ensino de artes plásticas há 25 anos, o curso de Moda também tem a preocupação de estimular os alunos a imprimir uma identidade própria em suas criações. “Só dessa forma teremos produtos competitivos, inclusive para ganharmos espaço no mercado internacional”, diz Raquel.

 

“A moda no Brasil ainda é algo novo, temos muito chão pela frente. Precisamos investir em tecnologia e em bons profissionais.”

 

Opinião do especialista

 

Gosto de lidar com o desejo alheio, diz aluna de Moda

 

Estudante diz que aprende na prática a fazer a organização de uma coleção

 

Jennifer Gonzales - O Estado de S. Paulo

 

“Gosto de moda porque tem tudo a ver com criação e arte, por isso decidi fazer o curso”, diz Renata Miguel Del Pino, estudante do quarto ano do curso da Faculdade Santa Marcelina. Ela diz que o trabalho na área requer muita pesquisa, inclusive histórica, especialmente quando se faz a releitura de uma época. “Gosto da ideia de lidar com o desejo das pessoas. Nossa função é desenvolver peças que deixem as pessoas bonitas e confiantes”, diz.

 

Na Hering há cinco meses, ela está fazendo estágio no departamento de criação e trabalha ao lado dos estilistas. “Ajudo a fazer pesquisas de tendências, tecidos e aviamentos para as futuras coleções. Faço fichas técnicas com todos os detalhes de cada peça, como tipos de costuras, e passo as informações para o computador”, diz a estudante. E completa: “É uma forma de aprender na prática o processo de organização de uma coleção.”

 

Outra lição valiosa que aprendeu no estágio foi a necessidade de cumprir prazos. “Temos tempo limitado para confeccionar e lançar as peças no mercado, e ele está cada vez mais curto”, afirma.

 

QUEM É

 

Renata Miguel Del Pino

 

ESTUDANTE DO CURSO DA FACULDADE SANTA MARCELINA

 

CV. Renata Miguel Del Pino, de 25 anos, está no quarto ano do curso de moda e faz estágio na Hering há cinco meses. Ela trabalha com pesquisa e organização dos dados técnicos de cada peça das futuras coleções.

 

 

RAQUEL VALENTE COORDENADORA DO CURSO DA FACULDADE SANTA MARCELINA

 

"A moda no Brasil ainda é algo novo, temos muito chão pela frente. Precisamos investir em tecnologia e bons profissionais para termos produtos mais competitivos."

 

MODA

 

Salário inicial. Variável

 

Duração. 4 anos

 

Disciplinas. Desenho de moda, modelagem sobre o manequim, tecnologia têxtil, estamparia, história da arte e história da moda 

 

Falta de profissionais qualificados faz fabricação de tablets atrasar no Brasil

Fonte: Portal Globo - Jornal da Globo 

 

21/06/2011 - Segundo o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, os tablets com pelo menos 20% de componentes nacionais só vão chegar ao mercado no fim de agosto.

 

http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2011/06/falta-de-profissionais-qualificados-faz-fabricacao-de-tablets-atrasar-no-brasil.html

 

Era para a produção começar no final de julho. Mas, segundo o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, os tablets com pelo menos 20% de componentes nacionais só vão chegar ao mercado no fim de agosto. Um dos motivos do atraso é a dificuldade das empresas em achar profissionais qualificados.

 

Em entrevista ao G1, portal de notícias da Globo, Mercadante cita o caso da Foxconn que produz o tablet da Apple e que, segundo o ministro, quer fazer o produto, em Jundiaí, interior de São Paulo.

 

“Eles estão mandando 175 engenheiros para China. Atrasaram em selecionar e precisam de mais 200. Nós estamos com problema de escassez de mão de obra hoje no Brasil, em algumas áreas”, diz Mercadante.

 

Outra causa para o atraso na produção dos tablets - citada pelo ministro - é a demora na construção da alça de acesso que liga a fábrica da Foxconn à rodovia Anhanguera, uma das principais de São Paulo. As obras dependem de aprovação técnica do governo do estado, da concessionária que administra a rodovia e do município.

 

A promessa é que os tablets produzidos no Brasil sejam 40% mais baratos, e em três anos tenham pelo menos 80% dos componentes fabricados no Brasil. 

Brasileiros estudam francês para trabalhar

Fonte: Folha de São Paulo 

 

20/06/2011 - Pesquisa do Instituto de Estudos Franceses e Europeus de São Paulo revela que 60% dos brasileiros cursam francês para fins profissionais, enquanto 32%, para viajar. O estudo mostra também que 91% dos estudantes têm graduação completa ou estão em processo de formação; 64% são do sexo feminino.

"Grande parte dos entrevistados planeja ingressar em uma especialização no exterior", destaca Alexandrine Brami, diretora do instituto. 

 

Segmento atrai empreendedor jovem

Fonte: Folha de São Paulo 

 

20/06/2011 - As três principais empresas de compra coletiva no Brasil são lideradas por empresários na faixa dos 30 anos. Maior do setor, com 2,5 milhões de visitantes, o Groupon do Brasil foi criado por um alemão formado em medicina.

 

DO ARTICULISTA DA FOLHA

 

Luciano Huck, apresentador da Rede Globo, diz que comprou 5% do Peixe Urbano, seis meses atrás, "porque é uma revolução no e-commerce, um site onde todos saem ganhando". E, "além disso, gosto muito dos fundadores".

 

A imagem que cerca o setor de compras coletivas no Brasil reflete aquela dos empreendedores de internet dos EUA. Julio Vasconcellos, 30, fundou o Peixe Urbano ao lado de Emerson Andrade e Alex Tabor depois de se encontrarem, os três, na Universidade de Stanford.

 

Vasconcellos passou cinco anos na Califórnia, parte deles trabalhando no Facebook, em Palo Alto, até voltar em 2010, como representante da rede social. "Mas eu queria empreender."

 

Até pelas relações formadas no Vale do Silício, acabou trazendo 15 americanos, parte deles engenheiros. "Recrutei amigos. Algumas capacitações são mais difíceis de encontrar aqui."

 

Foi também o que o aproximou de Huck. "O principal, ao trazê-lo para a sociedade, foi o conhecimento estratégico. Antes da televisão, ele foi empreendedor bem-sucedido, agrega muito."

 

Vasconcellos diz ter deixado de assistir TV há tempos e que se informa por e-mail ou pelo iPhone, em sites. Flamenguista, joga futebol semanalmente com os colegas.

 

O alemão Florian Otto, 31, presidente do Groupon no Brasil, mas médico de formação, vai pela mesma linha ao relatar sua trajetória até se estabelecer no país.

 

"Ninguém vai acreditar, mas existem também "geeks" [aficionados por tecnologia] entre os médicos. Por isso procurei um modelo de negócio na internet e fundei o Groupon no país."

 

Nascido em Bremen e formado em Freiburg, na Alemanha, ele veio ao Brasil pela primeira vez em 2004, como intercambista de medicina.

 

"Viajei por dois meses como mochileiro no país e trabalhei por um mês num hospital em Salvador. Foi então que me aproximei e entendi que o Brasil é muito mais do que Carnaval, futebol e churrasco. Entre 2004 e 2008, fiz, a cada ano, alguns meses de serviço social em hospitais públicos como cirurgião."

 

Apesar da concorrência por vezes agressiva no mercado em formação, os líderes das duas maiores empresas de compras coletivas, Groupon (2,5 milhões de visitantes) e Peixe Urbano (2,1 milhões), se encontram de tempos em tempos e são elogiosos um ao outro.

 

"O relacionamento de todo mundo é calmo", diz Vasconcellos.

Henrique Iwamoto, 33, do espanhol Groupalia, tem perfil um pouco diverso. Engenheiro mecânico, é veterano da internet brasileira, com dez anos no site Submarino.

 

Ele diz que "o Brasil é muito desenvolvido em internet, com um grande repertório de sites", e evita falar da concorrência. "A gente tem uma linha de trabalho de olhar pouco para o lado", afirma.

 

BOAS IDEIAS

Luciano Huck, depois do primeiro investimento, diz que pode realizar outras incursões em mídia e tecnologia. "Estou sempre pronto a ouvir boas ideias."

Ele continua "100% focado na televisão", mas tem um fundo pessoal de investimento. "Prefiro investir na cadeia produtiva, gerando empregos, gerando valor e produzindo, a deixar meu dinheiro em mercados, fundos etc.". (NELSON DE SÁ) 




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